Arquivo por Dezembro, 2009

E em 2010, mudamos o Mundo?

Em jeito de final de ano, aqui fica um vídeo síntese do trabalho desenvolvimento no âmbito do projecto Agência ODM. Feliz Natal e que em 2010 consigamos fazer chegar os ODM a mais pessoas e a quem mais precisa da sua concretização!

O consumo de carne e o ambiente

O impacto da produção da carne no ambiente é colossal face à produção de vegetais. Em 1997 quando nos EUA, existiam pouco mais de 265 milhões de pessoas (1), no relatório (2) publicado nesse ano pela Universidade de Cornell, afirmava que os EUA podiam alimentar 800 milhões de pessoas com o grão que era dado ao gado. No mesmo relatório afirma-se também que são necessários oito vezes mais combustíveis fósseis para produzir proteína animal do que proteína vegetal e que a primeira é apenas 1,4 vezes mais nutritiva do que a segunda.

Gráfico águaA adicionar a este aspecto, a produção de alimentos animais consome volumes muito elevados de recursos hídricos. Num mundo onde actualmente um terço (3) da população não tem acesso a água para as suas necessidades diárias a escassez deste recurso torna-se cada vez maior, à medida que a população aumenta e países como a Austrália (4), Argentina (5), ou estados como a Califórnia (6) se vêem assolados por secas severas. Sendo assim, é necessário gerir melhor este recurso que é a base da vida no nosso planeta. A partir do gráfico ao lado é possível observar a quantidade de água necessária para a produção de um quilograma de diferentes alimentos, com os alimentos animais a dominarem o topo da escala, como os mais consumidores sendo que, um quilograma de carne bovina necessita mais de 700% de água do que um quilograma de feijão de soja.

Embora o consumo de combustíveis fósseis e o consumo de água já sejam factores muito importantes, é importante também ter em conta que, em 25 anos 40% da floresta Amazónica já foi destruída (7), isto para campos para alimentar o gado que é servido à mesa dos países industrializados.

Por fim, é também importante referir o impacto dos gases com efeito de estufa, provenientes das criações animais. Uma vez mais, a pecuária surge no topo da lista, pois a fermentação entérica dos ruminantes dos quais se destacam os bovinos, são os maiores responsáveis pela emissão de metano, gás que, embora em termos de quantidade libertada venha a seguir ao dióxido de carbono, é 21 vezes mais poluente (8).

MetanoEm resumo, a fermentação entérica é um processo que decorre na digestão dos ruminantes onde através da fermentação os micróbios tornam o alimento, digerível pelo animal e, é neste processo que é produzido o metano (9).

Note-se ainda que se juntar as emissões dos processos digestivos ao estrume, a pecuária afasta-se ainda mais dos outros responsáveis pela emissão do metano. De forma a ficar com uma ideia mais concreta, e se falarmos do dióxido de carbono, um quilograma de carne de vaca produz tanto dióxido carbono quanto uma viagem de 250km de carro (10).

A indústria pecuária é a actividade que mais contribui para os gases com efeito de estufa, ultrapassando as emissões do sector dos transportes (automóveis, aviões e outros veículos), sendo assim responsável pela emissão de 18% de gases que contribuem para as alterações climáticas (11).

Assim pode verificar-se que a produção de carne produz uma factura ambiental muito grande, através do consumo de combustíveis fósseis, do consumo de recursos hídricos, de solo e ainda é um grande produtor de gases com efeito de estufa. Portanto é responsabilidade de cada um, o Planeta que se quer deixar às gerações futuras.

Talvez por isso é que Lord Stern, antigo economista chefe do Banco Mundial e actual professor na London School of Economics alertou aos leitores do Times, que uma dieta vegetariana é melhor para o ambiente (12).

Referências:
(1) Population Profile of the United States (1997), U. S. Department of Commerce
(2) http://www.news.cornell.edu/releases/aug97/livestock.hrs.html
(3) http://www.who.int/features/factfiles/water/en/index.html
(4) http://www.mdba.gov.au
(5) http://www.bbc.co.uk/weather/world/news/25012009news.shtml
(6) http://www.water.ca.gov/drought/
(7) http://www.prijatelji-zivotinja.hr/index.en.php?id=442
(8) http://pollution.unibuc.ro/?substance=3
(9) http://www.epa.gov/methane/sources.html
(10) http://www.newscientist.com/article/mg19526134.500
(11) Livestock Long Shadow, FAO (2006) – http://www.fao.org/docrep/010/a0701e/a0701e00.HTM
(12) http://www.timesonline.co.uk/tol/news/environment/article6891362.ece

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Tácticas para Activistas na 2a feira

Info Activism from Tactical Technology Collective on Vimeo.

Os activistas portugueses têm a primeira oportunidade de assistir ao filme ‘10 Tactics’, de (nome realizador) – 50 minutos sobre activismo social e formas de utilizar as novas tecnologias para o bem comum.

Será esta Segunda-feira, dia 21 de Dezembro às 18:30, na Cooperativa Cultural CrewHassan – perto do Coliseu de Lisboa – e integra  o evento Natal Social que decorre até dia 23 de Dezembro. Ao filme seguir-se-á um debate, onde se espera a presença de 2 membros da comunidade de Tamera – Alentejo.

O Projecto ´10 Tactics’ resulta de um encontro entre mais de 100 activistas de direitos humanos de várias partes do mundo, que aconteceu na Índia no início de 2009. Todos tinham histórias para contar sobre informação tornada em acção usando a internet e tecnologias digitais. Durante esse encontro foram filmadas e exploradas várias dessas histórias, onde a internet e tecnologias digitais são usadas de uma forma inovadora provando que cada vez é possível atingir mais com poucos recursos.

‘10 Tactics’ relata 35 histórias de info-activismo da perspectiva de activistas de 24 países diferentes desde o Líbano, Índia, Tunísia,Egipto, Quénia, Indonésia, África do Sul e Reino Unido. O trailer pode ser visto em www.informationactivism.org

Um filme inspirador para desenvolver novas ideias e cada um de nós fazer mais e melhor!
Local: CrewAssan Cooperativa Cultural, Rua das Portas de Santo Antão 159 Lisboa
Hora: 18:30 – 21:00

Mais informação: www.informationactivism.org/screenings
www.crewhassan.org/

Novo texto negocial omite prazo para tratado climático vinculativo

A cimeira climática de Copenhaga encaminha-se para um possível desfecho longe daquele a que se destinava. Um novo esboço de decisão colocado em discussão esta tarde não inclui a referência de que um tratado climático global deve ser concluído até ao fim de 2010, segundo a agência Reuters.

Uma versão anterior do texto, desta manhã, determinava que, com base na decisão tomada nesta cimeira, os países deveriam continuar as negociações “com vista a adoptar um ou mais instrumentos legais” até à realização da próxima conferência climática, no final de 2010, no México. Um membro de uma delegação africana comentou ao PÚBLICO que esta disposição era uma garantia importante.

Líderes mundiais têm estado reunidos esta tarde para chegar a um acordo em Copenhaga. Mas nos corredores da cimeira, a sensação é a de que, nesta fase, devido a diferendos importantes entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, os esforços destinam-se a encontrar uma plataforma comum mínima para não deixar a conferência sem nenhuma decisão concreta.

Os líderes da União Europeia estiveram reunidos esta tarde para discutir a difícil situação das negociações neste momento.

in Público

Negociações a contra-relógio em Copenhaga

A barreira que divide nações ricas e países em desenvolvimento não dá sinais de ceder