Para um consumo responsável
Campanha pelo comércio justo no Reino Unido
Mai 6th
No mês de Maio comemora-se o Dia Internacional do Comércio Justo. Sinónimo de melhores condições de trabalho, sustentabilidade das economias locais e trocas comerciais justas para os agricultores e trabalhadores, exige às empresas que paguem um valor justo pelo que adquirem em diferentes pontos do planeta.
Este tipo de comércio combate as injustiças do comércio convencional, que é por vezes discriminatório para os produtores mais pobres, muitos deles estabelecidos em países em desenvolvimento. Na indústria do algodão, por exemplo, as comunidades locais que produzem esta matéria-prima chegam a ganhar cerca de 20% mais através do comércio justo.
A Fairtrade Foundation é uma organização não-lucrativa que certifica produtos comercializados de forma justa e desafiou a comunidade britânica a dar o seu contributo. Conhece a campanha que conseguiu envolver milhares de pessoas no Reino Unido e que ajudou a aumentar exponencialmente o conhecimento que os cidadãos tinham sobre este assunto.
De onde vem aquilo que compramos?
Fev 8th
Se quiseres saber mais, vê a versão completa do vídeo “The story of stuff” aqui.
Consumo, logo existo? Formação | 26 a 30 Janeiro
Jan 7th
Comes no restaurante, na cantina e em casa. Vais ao supermercado, às feiras e às lojas dos trezentos. Bebes água, café e coca-cola. Consomes a preços altos e preços baixos, mas será que pagas o preço real do que consomes?
Nesta formação vais poder não só aprender mais sobre a sociedade de consumo e sobre os direitos do consumidor, mas também reflectir sobre os direitos do produtor e sobre o impacto ambiental do que é consumido.
Para ti, que és dirigente associativ@ esta é a formação que vai tornar mais responsável o teu consumo e o da tua Associação.
INSCREVE-TE JÁ!
Módulos:
I. Globalização e Desenvolvimento
II. Consumo e Consumo Responsável
III. Consumir Melhor: Mudar Hábitos de Consumo I
IV. Consumir Melhor: Mudar Hábitos de Consumo II
Formação Consumo Responsável
Local: Rua da Estrela, nº 21, 3º andar | Lisboa
Horário: Dias 26, 27, 28 e 29 de Janeiro, das 18h30 às 21h30 e dia 30 de Janeiro das 10h00 às 15h00
Taxa de Participação: 10€ (para dirigentes associativ@s de Associações inscritas no RNAJ)
Data limite de inscrição: 21 de Janeiro (inscrições limitadas a 18 participantes)
Se estás interessad@, preenche a ficha de inscrição (aqui) e envia para gip@par.org.pt indicando em assunto: Inscrição Formação Consumo Responsável.
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“Consumo Responsável” é a última formação de um ciclo de Formações Formar.
Mantém-te atent@ às próximas formações e divulga junto d@s teus/tuas amig@s!
O consumo de carne e o ambiente
Dez 20th
O impacto da produção da carne no ambiente é colossal face à produção de vegetais. Em 1997 quando nos EUA, existiam pouco mais de 265 milhões de pessoas (1), no relatório (2) publicado nesse ano pela Universidade de Cornell, afirmava que os EUA podiam alimentar 800 milhões de pessoas com o grão que era dado ao gado. No mesmo relatório afirma-se também que são necessários oito vezes mais combustíveis fósseis para produzir proteína animal do que proteína vegetal e que a primeira é apenas 1,4 vezes mais nutritiva do que a segunda.
A adicionar a este aspecto, a produção de alimentos animais consome volumes muito elevados de recursos hídricos. Num mundo onde actualmente um terço (3) da população não tem acesso a água para as suas necessidades diárias a escassez deste recurso torna-se cada vez maior, à medida que a população aumenta e países como a Austrália (4), Argentina (5), ou estados como a Califórnia (6) se vêem assolados por secas severas. Sendo assim, é necessário gerir melhor este recurso que é a base da vida no nosso planeta. A partir do gráfico ao lado é possível observar a quantidade de água necessária para a produção de um quilograma de diferentes alimentos, com os alimentos animais a dominarem o topo da escala, como os mais consumidores sendo que, um quilograma de carne bovina necessita mais de 700% de água do que um quilograma de feijão de soja.
Embora o consumo de combustíveis fósseis e o consumo de água já sejam factores muito importantes, é importante também ter em conta que, em 25 anos 40% da floresta Amazónica já foi destruída (7), isto para campos para alimentar o gado que é servido à mesa dos países industrializados.
Por fim, é também importante referir o impacto dos gases com efeito de estufa, provenientes das criações animais. Uma vez mais, a pecuária surge no topo da lista, pois a fermentação entérica dos ruminantes dos quais se destacam os bovinos, são os maiores responsáveis pela emissão de metano, gás que, embora em termos de quantidade libertada venha a seguir ao dióxido de carbono, é 21 vezes mais poluente (8).
Em resumo, a fermentação entérica é um processo que decorre na digestão dos ruminantes onde através da fermentação os micróbios tornam o alimento, digerível pelo animal e, é neste processo que é produzido o metano (9).
Note-se ainda que se juntar as emissões dos processos digestivos ao estrume, a pecuária afasta-se ainda mais dos outros responsáveis pela emissão do metano. De forma a ficar com uma ideia mais concreta, e se falarmos do dióxido de carbono, um quilograma de carne de vaca produz tanto dióxido carbono quanto uma viagem de 250km de carro (10).
A indústria pecuária é a actividade que mais contribui para os gases com efeito de estufa, ultrapassando as emissões do sector dos transportes (automóveis, aviões e outros veículos), sendo assim responsável pela emissão de 18% de gases que contribuem para as alterações climáticas (11).
Assim pode verificar-se que a produção de carne produz uma factura ambiental muito grande, através do consumo de combustíveis fósseis, do consumo de recursos hídricos, de solo e ainda é um grande produtor de gases com efeito de estufa. Portanto é responsabilidade de cada um, o Planeta que se quer deixar às gerações futuras.
Talvez por isso é que Lord Stern, antigo economista chefe do Banco Mundial e actual professor na London School of Economics alertou aos leitores do Times, que uma dieta vegetariana é melhor para o ambiente (12).
Referências:
(1) Population Profile of the United States (1997), U. S. Department of Commerce
(2) http://www.news.cornell.edu/releases/aug97/livestock.hrs.html
(3) http://www.who.int/features/factfiles/water/en/index.html
(4) http://www.mdba.gov.au
(5) http://www.bbc.co.uk/weather/world/news/25012009news.shtml
(6) http://www.water.ca.gov/drought/
(7) http://www.prijatelji-zivotinja.hr/index.en.php?id=442
(8) http://pollution.unibuc.ro/?substance=3
(9) http://www.epa.gov/methane/sources.html
(10) http://www.newscientist.com/article/mg19526134.500
(11) Livestock Long Shadow, FAO (2006) – http://www.fao.org/docrep/010/a0701e/a0701e00.HTM
(12) http://www.timesonline.co.uk/tol/news/environment/article6891362.ece
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Semana do Consumo Responsável – 23 a 29 Novembro
Nov 12th
A Cores do Globo (Associação de Promoção de Comércio Justo), a QUERCUS (Associação Nacional de Conservação da Natureza) o ISU (Instituto de Solidariedade e Cooperação Universitária) e o LNEG (Laboratório Nacional de Energia e Geologia), apresentam na última semana (23 a 28) de Novembro, em Lisboa, a Semana do Consumo Responsável – no âmbito de um projecto co-financiado pelo Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, “Territórios Sustentáveis”.
A 23 de Novembro estarão reunidas na Universidade Lusíada de Lisboa diversas organizações, em torno de uma Feira de Informação que promove não só as temáticas aliadas ao Consumo Responsável, como também as entidades que sobre elas trabalham. Neste espaço, cujo acesso será livre, e aberto ao público em geral, serão exibidos documentários, uma exposição sobre o tema, bem como será levada a cabo uma Acção de Formação, pela Rede Nacional para o Consumo Responsável (as inscrições são obrigatórias e limitadas ao número de lugares disponíveis). Este dia contará ainda com a participação das Aldeias do Xisto. Pode ver o programa dste dia aqui.
A 24 de Novembro irá realizar-se o Workshop de Consumo Sustentável, organizado pela Câmara Municipal de Loulé e a Associação Almargem, em Loulé. O programa pode ser consultado aqui.
Também no dia 24 de Novembro, terá lugar um dos Encontros “Que caminhos até 2015?” organizados pela Agência ODM, desta vez dedicado ao tema “Agir pelo Desenvolvimento – Consumo Responsável”. Este encontro decorrerá pelas 18h30 no Bar AE ISCTE (Av. das Forças Armadas, Lisboa).
A 26 de Novembro, o Laboratório Nacional de Energia e Geologia promoverá o Seminário “Consumo Sustentável e Alterações Climáticas”, no Campus de Alfragide, Lisboa. Pode ser feito aqui o dowmnload do folheto do evento, que inclui o programa.
Finalmente, a 27 e 28 de Novembro, a Cores do Globo organizará o Seminário “Territórios Sustentáveis”, cujos principais painéis remetem a: “Consumo Responsável e a Crise Financeira”, “Media e Consumo”, “Sustentabilidade e Consumo – o Envolvimento dos Stakeholders”, no Goethe Institut (Campo dos Mártires da Pátria nº 37, Lisboa).



