Um mundo para mulheres empreendedoras
7 Mar 2010
Não são as campanhas de marketing, as ofertas especiais nos centros comercias ou as flores distribuídas na calçada que dão sentido ao Dia Internacional da Mulher. Ao longo de muitas décadas, gerações de mulheres lutaram pela igualdade de direitos e esse esforço tem vindo a ser recompensado ao longo dos anos. Mas há ainda um longo caminho a percorrer. Segundo alguns estudos, nos países desenvolvidos a discriminação continua a fazer-se sentir, nomeadamente no que toca à atribuição desigual de salários a mulheres e homens.
Nos países em desenvolvimento, essas desigualdades são ainda mais gritantes. Mas, se até há pouco tempo, a condição a que estavam votadas vedava uma série de oportunidades às mulheres destes países, hoje em dia tem-se assistido a uma mudança de paradigma. Na realidade, há muita gente a apostar no seu espírito empreendedor e na capacidade que demonstram para mobilizar as comunidades a que pertencem.
O projecto Girl Effect é um desses exemplos, ao defender que o investimento na educação das mulheres é um factor determinante para a vida de toda a comunidade.
O microcrédito é também a prova de que investir nas mulheres é uma aposta ganha. O Nobel da Paz Muhammad Yunus criou esta ferramenta como uma forma de combater a pobreza, ao permitir aos mais pobres ter acesso a algo que lhes era negado à partida – o crédito. Hoje, os números mostram que mais de 90 por cento dos empréstimos até agora concedidos foram parar às mãos de mulheres, por estas conseguirem transformar este serviço num autêntico instrumento de mudança social.
Veja-se a história de um grupo de mulheres que vivem em zonas rurais do Nepal, o décimo país mais pobre do mundo. Além de viverem abaixo do limiar da pobreza, enfrentavam barreiras sociais, como a desigualdade de género, e nunca tinham tido acesso aos meios que lhe permitiriam melhorar o seu nível de vida.
Até que um projecto de desenvolvimento foi implementado de forma a inverter esta situação, através da valorização da população feminina. Apostou-se na alfabetização, formação e mobilização destas mulheres, ao mesmo tempo que lhes foram concedidos créditos para potenciar actividades através das quais pudessem auferir rendimentos. Paralelamente, foram criados serviços e infraestruturas, num processo que envolveu toda a comunidade local.
No final do projecto, que durou cerca de uma década, além das melhorias consideráveis do nível de vida de toda a comunidade, estas mulheres tinham também constituído associações para a defesa dos seus interesses, algo impensável até há alguns anos atrás.
Foram histórias como esta, de mulheres empreendedoras e com vontade de mudar, que inspiraram a comemoração do Dia Internacional da Mulher. Fica a conhecer outros exemplos aqui.
Play!
4 Mar 2010
Tens a cabeça a fervilhar de ideias e de projectos mas não sabes por onde começar? No E-Games Resource Center for Youth Workers podes encontrar algumas dicas, através de uma base de dados e de jogos que permitem simular o planeamento e a implementação de projectos.
Experimenta o Project Management Test, o Youth Center Simulator ou outros jogos disponíveis no site.
O Youth E-Games foi um dos projectos distinguidos pela Comissão Europeia no âmbito da conferência “Creativity & Innovation – Best Practice from EU Programmes”.
O dia sem carne
1 Mar 2010
O movimento chama-se ”Meatless Mondays”, ou segundas-feiras sem carne, mas podia ser “Meatless Mondays, Tuesdays ou Fridays”. O principal objectivo é excluir a carne da nossa ementa pelo menos uma vez por semana.
A ideia surgiu nos EUA, mas já se estendeu a países como a Bélgica, Holanda, Autrália, Brasil, Reino Unido, Canadá e Finlândia. Ao adoptar-se este hábito é possível reduzir o consumo individual de carne em 15%, o que será benéfico não só para a nossa saúde mas também para o planeta, através do combate ao aquecimento global.
É que, apesar de a produção animal ser responsável por um quinto das emissões de gases com efeito de estufa (mais do que todos os meios de transporte juntos!), a procura da carne continua a aumentar.
Mas se a excluíssemos dos nossos pratos a uma escala global, pelo menos um dia por semana, a nossa pegada ecológica sofreria uma redução considerável, inclusivé no que toca à exploração de recursos naturais valiosos, como a água ou os combustíveis fósseis.
As “Meatless Mondays” começaram a ser implementadas em algumas escolas americanas em 2003 e acabaram por tornar-se um hábito em muitos lares. Em muito outros, foram um primeiro passo para uma redução progressiva do consumo de carne.
Fica a saber mais sobre este movimento aqui.
Para uma Rede Global de Agentes de Mudança
25 Fev 2010
A Youth Venture é uma organização que inspira jovens que demonstrem vontade de se envolver na comunidade em que vivem, de influenciar a mudança a nível global, levando a que outros também se sintam motivados para abraçar as mais diversas causas.
Este é um projecto que nasceu nos Estados Unidos e que está agora a expandir-se para diferentes partes do mundo com o objectivo de criar uma poderosa rede global de agentes para a mudança.
Esta organização, à semelhança de muitas outras, procura apoiar jovens/equipas com ideias para a concepção e lançamento de projectos sociais ao nível do combate à pobreza, da saúde, do apoio a idosos, do ambiente, da educação, da diversidade ou das artes. Em suma, procura criar autênticos empreendedores sociais globais. Aceitas o desafio?
Activa.te!
Jogos da Commonwealth manchados por trabalho infantil
22 Fev 2010
Como todas as grandes competições desportivas, os Jogos da Commonwealth, que reúnem cerca de seis mil atletas de países anglófonos, são um evento que mobiliza multidões e que, durante vários dias, capta a atenção dos meios de comunicação social mundiais.
Mas os preparativos desta edição, que se realiza em Nova Deli, na Índia, entre 3 e 14 de Outubro, também deveriam fazer parte da agenda noticiosa.
Além dos baixos salários pagos aos operários que trabalham na construção dos equipamentos e infra-estruturas e do aumento do número de pessoas obrigadas a abandonar as suas casas à medida que cresce a necessidade de construção de novos acessos, muitas crianças têm desempenhado
um papel que não deveria ser o seu: estão a trabalhar na construção do estádio e das áreas envolventes. Para que as obras sejam terminadas a tempo, muitos operários estão a ser “convidados” a levar os seus filhos para ajudar no trabalho em troca de algum dinheiro, suficiente apenas para adquir bens básicos, como pão e leite.
A notícia completa poder ser lida aqui.
Algumas organizações já denunciaram esta situação, que deve ser amplamente divulgada e, ao mesmo tempo, condenada pela comunidade internacional.
Não é a primeira vez que a realização os Jogos da Commonwealth gera protestos. Em 1978, a Nigéria boicotou os Jogos devido ao apartheid na África do Sul.

