De onde vem aquilo que compramos?

 

 

Se quiseres saber mais, vê a versão completa do vídeo “The story of stuff” aqui.

Dez sugestões para reduzires a tua pegada ecológica

Todas as nossas actividades, desde a alimentação ao lazer, deixam uma pegada ecológica no planeta. As más notícias são que, ao ritmo a que estamos a consumir nos países desenvolvidos, se em todo o mundo o comportamento fosse idêntico, precisaríamos de vários planetas Terra para satisfazer essas necessidades. A boa notícia é que há várias formas de reduzir o impacto da nossa pegada ecológica. Não se trata de adoptar um comportamento radical, mas sim de fazer uma gestão mais eficiente dos recursos. Aqui ficam algumas sugestões:

1. Nunca te esqueças da regra dos três R´s (Reduzir, Reutilizar, Reciclar) e pondera sempre sobre a necessidade de adquirires determinados produtos. Dá uma oportunidade aos equipamentos avariados e tenta repará-los antes de comprares um novo; evita comprar produtos de usar e deitar fora, como toalhas de papel, copos de plástico, etc., e reutiliza os sacos com que transportas as compras.

2. Tem em atenção os consumos energéticos, utilizando aparelhos eléctricos e electrónicos de baixo consumo. Evita também deixar os aparelhos ligados ou em ‘standby’, como a televisão ou o computador, se não estiverem a ser utilizados. O modo ’standby’ representa quase 10% da electricidade consumida na maioria dos lares!

3. Reduz o consumo de água. Opta sempre por um duche rápido em vez de um banho de imersão, regula as descargas do autoclismo e fecha a torneira enquanto esfregas os dentes.

4. Sempre que possível, adquire produtos locais, já que consomem menos combustível no seu transporte, produzindo menos emissões, ao mesmo tempo que contribuem para a manutenção do emprego e para o desenvolvimento da economia regional.

5. Aumenta a proporção de vegetais em relação aos produtos derivados de carne consumidos a cada refeição. A área de terra cultivável utilizada para a produção de carne é muito superior à que é utilizada para a produção de vegetais. Além disso, devido ao metano libertado, a produção animal contribui mais para o aquecimento global do que todos os meios de transporte utilizados no mundo combinados!

6. Deixa o carro em casa e opta pela bicicleta ou pelos transportes públicos. A utilização do comboio é um meio de transporte muito recomendado. Se tiveres mesmo de utilizar o automóvel, procura partilhá-lo com mais pessoas. Não te esqueças também de fazer uma verificação periódica, porque um veículo desafinado consome e polui mais.

7. Utiliza papel 100% reciclado e livre de cloro. Consome o menor volume de papel possível, utiliza sempre as duas faces das folhas e usa para rascunho as folhas que já não são necessárias. E, claro, coloca todos os resíduos de papel no ecoponto azul.

8. Além do papel, do plástico e do vidro, evita colocar no lixo produtos potencialmente tóxicos, como por exemplo as pilhas. Em relação ao óleo usado de cozinha, caso não seja possível entregá-lo em locais de recolha, coloca-o numa garrafa junto com o lixo normal. Nunca despejes o óleo usado no esgoto!

9. Substitui as lâmpadas incandescentes por lâmpadas de baixo consumo. Apesar de as lâmpadas fluorescentes serem mais caras, acabam por durar entre oito a quinze vezes mais do que as incandescentes. Poupas energia e dinheiro!

10. Lembra-te que o desenvolvimento sustentável não é só ambiental: envolve-te civicamente e colabora com Organizações Não Governamentais (ONG) locais. Deixa a indiferença de lado, pois existem muitos milhões de pessoas que lutam diariamente para satisfazer as suas necessidades mais básicas de subsistência.

[Fonte: www.quercus.pt]

O poder da mobilização

Os pequenos gestos podem fazer toda a diferença e, por vezes, assumem um carácter de tal forma mobilizador que são capazes de alterar completamente a qualidade de vida das populações, principalmente das mais carenciadas.

A aldeia de Salidhana, na Índia, sabe o que é viver sem um bem que todos consideramos básico mas que está a tornar-se cada vez mais escasso em muitas partes do mundo: a água.
Até há bem pouco tempo não havia qualquer furo para captação de água nesta aldeia, onde vivem cerca de cem famílias. Desde sempre, as mulheres da povoação habituaram-se a percorrer vários quilómetros a pé, durante horas, para irem buscar a água de que necessitam para sobreviver.

A organização não-governamental Goonj – que significa “eco” em hindi – quis mudar essa realidade e levou até à aldeia uma iniciativa chamada “Roupa por Trabalho”. A troca que propunha era simples: a população local faria um furo para a captação de água na aldeia e a organização fornecer-lhe-ia roupa gratuitamente durante um ano.

Inicialmente apenas sete pessoas se mostraram interessadas e apareceram para trabalhar. Mas não demorou muito até que toda a comunidade estivesse envolvida. No espaço de um mês toda a aldeia participava na inauguração do furo que todos tinham ajudado a escavar.

E não foi apenas o acesso à água para consumo próprio que ficou facilitado. Até agora, a quantidade de água recolhida tem sido suficiente também para a rega, o que triplicou o rendimento das culturas da aldeia. Além disso, os detritos que resultaram da perfuração do solo foram utilizados para a construção de uma barreira em torno das terras castigadas pela erosão. Uma população que dependia da água da chuva para subsistir passou subitamente a ser auto-suficiente.

Tudo isto foi possível devido àquilo que começou por ser um esforço para vestir os mais necessitados, há alguns anos atrás, e se transformou num projecto que chega a praticamente toda a Índia através de 150 organizações para o desenvolvimento. Prakash Michael, que trabalha em parceria com a Goonj no projecto de Salidhana, explica em poucas palavras a essência de uma troca que tem trazido muito valor acrescentado às populações envolvidas: “a ideia é tornar a roupa num factor de mobilização para que as pessoas possam melhorar as suas comunidades e valorizar-se a si próprias”.

Sílvia Dias

Erguer a Voz das Mulheres Iemenitas

Pouco se ouvia falar do Iémen até há bem pouco tempo. Não fosse a tentativa de um ataque a bordo de um avião que ligava Amesterdão a Detroit, perpetrado por um nigeriano treinado no Iémen, e este país continuaria sem ser citado nos media ocidentais.

Mas há muito mais a dizer sobre este território situado na Península Arábica. Com 23 milhões de habitantes, este é um dos países mais pobres da região, em que apenas 30 por cento da força de trabalho é constituída por mulheres. Além disso, o analfabetismo é um problema que atinge cerca de 70 por cento da população feminina.

Se a estes números juntarmos os dois por cento de penetração de Internet existentes neste território, constatamos que estamos perante uma sociedade em que a vida pública ainda está muito vedada à participação das mulheres.

Apesar de todas as dificuldades, as mulheres iemenitas não desistem de lutar contra as adversidades e o fundamentalismo de que muitas vezes são vítimas, expressando as suas ideias e pondo a descoberto alguns usos abusivos do Islão como justificação de leis e costumes ultrapassados.

Mas, muitas vezes, a acção destas activistas, bem como as violações dos direitos que as levam a agir, nunca chegam a ter qualquer visibilidade na agenda internacional.

Para contrariar esta realidade, o uso da Internet assume um valor incalculável. Foi neste contexto que surgiu o projecto EWAMT – Empowerment of Women Activists in Media Techniques - da organização Rising Voices, que disponibiliza recursos a grupos locais que, por sua vez, auxiliam comunidades sub-representadas.

O principal objectivo do EWAMT é aproximar o mundo da blogosfera das mulheres iemenitas que, de alguma forma, têm acesso à política e às organizações de defesa dos direitos humanos.

Os workshops que têm vindo a decorrer em Sana, capital do Iémen, pretendem fortalecer a capacidade destas mulheres de se expressarem livremente através da Internet, de exporem os seus pontos de vista e de escreverem sobre as actividades que desenvolvem em prol dos direitos humanos.

Desta forma, dão a conhecer à comunidade internacional as causas que defendem e pelas quais se batem com tanta coragem. Mais do que isso, esta iniciativa representa também uma oportunidade para que a própria blogosfera em língua árabe apresente novas perspectivas de si própria ao resto do mundo.

Sílvia Dias

A Agência ODM marcou presença no “Jogo Contra a Pobreza”

Na sétima edição do «Jogo Contra a Pobreza», o Estádio da Luz recebeu cerca de 50 mil espectadores para ver o jogo que juntou Estrelas do Benfica, os Amigos de Zidane, de Ronaldo e nós estivemos lá!

O jogo terminou empatado a três bolas. Em campo estiveram numerosas figuras do futebol, como o árbitro italiano Pierluigi Collina ou os antigos futebolistas «encarnados», Matts Magnusson, Fabrizio Miccoli, Rui Costa, Humberto Coelho, Mozer, Valdo, Chalana, Shéu ou Nené, entre outros.

Estrelas do futebol internacional como Kaká e Henry também subiram ao relvado do Estádio da Luz no encontro que tinha como finalidade angariar fundos para as vítimas do Haiti. Figo, Pauleta e Fernando Couto estiveram também em campo.

Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU, afirmou que este «Jogo Contra a Pobreza» mostra que «os atletas, a família das Nações Unidas e o mundo do desporto podem trabalhar em conjunto em prol da consecução dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e da construção de um mundo melhor. Em jogos como este, todos saímos vencedores».

(in www.fabricadeconteudos.com)